O primeiro mural modernista brasileiro, criado por Di Cavalcanti foi em 1929 para o Teatro João Caetano no Rio de Janeiro. Os murais trata-se de um manifesto de Di Cavalcanti, seja pela temática social e estética renovadora, pela expressão original e exemplar de uma vanguarda artístico-política, seja pelo que representa como realização plástica e simbólica de um imaginário genuinamente nacional do primeiro modernismo brasileiro.
Seus melhores trabalhos nessa estratégia retratam tudo aquilo que Di Cavalcanti batalhou na vida: revelar a gente brasileira, mestiça e excluída, protagonista de uma cultura vital e arrebatadora, fazendo de seu trabalho uma celebração da alegria do povo com o artista. "Feira Nordestina", de 1951, de Di Cavalcanti retrata o artista inserido no coletivo, reconhecendo-se como parte deste mural, retratando paisagens com mulheres, pescadores, vendedores, operários, malandros ou candangos, em situação de trabalho. Transmite certa leveza em levar a vida, a despeito da realidade social que evocam.